GSAI denuncia más condições de trabalho ao MP, e ameaça não mais trabalhar na atual situação Imprimir E-mail
Bombeiros
Seg, 10 de Fevereiro de 2014 14:08

Logo do Grupo de Salvamento Aquático de Itapoá.O GSAI (Grupo de salvamento Aquático de Itapoá), em  reunião realizada no último dia 29 de janeiro, decidiu por unanimidade oferecer denúncia ao MP (Ministério Público) sobre as más condições de trabalho enfrentada pelos guarda-vidas civis no Município. Na oportunidade, também foi dada ciência da situação aos poderes judiciários e legislativo. O grupo afirma que nas atuais condições não mais atuará.

Segundo relatado pelo GSAI, a situação atual é de locais sem postos de trabalho, o que além de dificultar a visão dos guarda-vidas, torna a atividade desumana, uma vez que a jornada de trabalho desses profissionais compreende 12 horas, nesses casos, sem banheiro, se água e expostos às intempéries do tempo, causando um desgaste muito grande. A primeira reivindicação, portanto, é justamente para que que sejam instalados postos nos pontos onde não existem, bem como sejam instalados e reformados banheiros, além da necessária ligação de água nos que já contam com banheiro, mas desativado, pela falta de tal ligação.

Com o objetivo de voltar os olhos dos poderes públicos municipais, o Grupo fez um levantamento sobre o salvamento aquático de Itapoá. Constatou-se que, dos 20 pontos de salvamento aquático:

Quatro locais não possuem postos
- Posto 1, Rua 20, Barra do Sai;
- Posto 14, Rua 1320, Itapoá, (Posto não permitido uso pelo dono do terreno);
- Posto 19, Rua Rua 2120, Bamerundus;
- Posto 20, Rua 2650 . Brandalize.

Dez postos sem ligação de água e/ou banheiro
- Posto 4, rua 370;
- Posto 5, rua 440;
- Posto 6, rua 530;
- Posto 8, rua 620;
- Posto 9, rua 650;
- Posto 12, rua 960;
- Posto 15, rua 1580;
- Posto 16, rua 1670;
- Posto 17, rua 1720;
- Posto 18, rua 2010.

Ou seja, apenas seis pontos de guarda vidas em Itapoá apresentam condições aceitáveis para o trabalho dos profissionais, o que significa 30% do total.

Elvis Aron Pinheiro, presidente do GSAI, conta que outra constatação feita é que, dos 16 postos construídos, apenas dois foram realizados pelo Poder Executivo Municipal, sendo os outros 14 construídos pela iniciativa privada, comunidade e verba estadual. “Não queremos causar polêmicas, porém não aguentamos mais. Não pensamos e não queremos uma praia prejudicada sem o Serviço de Salvamento Aquático. Desejamos uma praia com condições básicas de trabalho. Estamos sendo compelidos a causar furos em nosso serviço, pois precisamos, muitas vezes, nos ausentar da praia para procuramos um lugar para nossas necessidades fisiológicas. Estamos ficando doentes pelas exposições ás intempéries naturais”, desabafa Elvis.

Para finalizar, o grupo salienta que apesar das condições extremas, realizou milhares de prevenções, centenas de salvamentos e milhares de atendimentos diferenciados, tais como procedimentos de atendimento pré-hospitalar, choque com água-viva, criança desaparecida, informações, entre outros.

“Sabemos que esse é nosso trabalho. Ressaltamos que não fizemos nada a mais que o nosso dever, porém reivindicamos as condições básicas que um ser humano precisa para trabalhar. Demos tempo suficiente  para tais revindicações serem atendidas: nove meses. Os setores competentes terão até  novembro de 2014 para adequarem os postos e construí-los, onde não há, bem como providenciar as reformas naqueles que já existem. Também ressaltamos que banheiros podem ser construídos em postos de guarda-vidas quando há um interesse público. Afirmamos que a legislação permite, não queremos luxo, apenas dignidade, conclui Elvis se referindo à denúncia oferecida ao MP.

O Diário de Itapoá tentou contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Itapoá que até o momento do fechamento desta matéria não havia respondido aos questionamentos levantados pelo site.


Do Diário de Itapoá, com informações de Elvis Pinheiro/DI.

 

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