Atraso nas liberações de carga prejudica complexo portuário de Itajaí. Empresas de importação já se mudaram para Itapoá devido aos atrasos Imprimir E-mail
Porto Itapoá
Dom, 31 de Maio de 2015 22:51

O jornal Valor Econômico publicou na semana passada reportagem falando que a demora na liberação de cargas no Porto de Santos vai beneficiar os portos catarinenses, que ganharam força nos últimos anos devido à qualidade do serviço. Cerca de 10 empresas de importação já se mudaram para Itapoá devido aos atrasos, motivados, principalmente, pela falta de fiscais na Anvisa e no Ministério da Agricultura.


Só que, como estamos sentindo na pele o mesmo problema de Santos no Porto de Itajaí, iremos, muito provavelmente, perder a chance do upgrade de movimentação.


Saída de empresas de importação acende alerta na economia em Itajaí

A debandada de empresas especializadas em importação tem causado preocupação em Itajaí. Pelo menos 10 deixaram a cidade nos últimos meses, e a maioria não viajou para longe: com exceção de um escritório, que partiu para Recife (PE), os demais se instalaram em Itapoá e passaram a operar pelo porto local.

O principal motivo para a mudança foi a demora na liberação de cargas, em especial as que demandam fiscalização especial. De um lado, há falta de fiscais para dar conta do trabalho na Anvisa e no posto do Ministério da Agricultura. De outro, uma fiscalização mais rigorosa da Receita Federal para as cargas que exigem uma averiguação detalhada do contêiner. Uma adequação à qual todos os portos terão que passar mais cedo ou mais tarde.

O fato é que, para algumas cargas, o prazo de liberação em Itajaí chega a ser até três vezes maior do que no Porto de Itapoá. Numa tentativa de resolver o problema, a Associação Empresarial de Itajaí levou a demanda para Brasília.

Recentemente o Ministério da Agricultura teria anunciado possibilidade de remoção interna, o que abre espaço para preenchimento de vagas por aqui. O setor tem apenas um servidor lotado em Itajaí.

Em relação à Anvisa, a falta de nomeações no alto escalão tem travado a negociação.

Fonte: Revista Portos e Navios e ClicRBS, com adaptações do Diário de Itapoá.

 

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